Você já percebeu onde está agora?

Olhe a sua volta.
O que você vê?
Onde você está?
Onde você vive?

Estamos falando de ambiente. A gente entende o ambiente como tudo o que nos envolve. Pense nisso por um instante. Onde você está agora? Como está lendo esse texto? Você está dentro de uma edificação, dentro de uma construção humana? Como são os móveis? Como estão o barulho, as cores, os cheiros? E a rua, como é? E o bairro, a cidade? Como você se desloca? O que você vê por aí? Sua cidade é bonita? Como é a região?

Pensar em ambiente é ir criando uma visão bem clara sobre onde estamos. E compreender isso em uma perspectiva bem ampla, que leve em conta tanto o nosso espaço de operação individual, até nosso lugar no planeta. Veremos que em cada estágio desse “zoom” estamos sendo afetados pelo que está a nossa volta. As outras pessoas, o clima, o relevo, a situação política e econômica, tudo isso faz parte do ambiente. Em último caso, só podemos fazer certas coisas se o ambiente permitir.

Mas se o ambiente é o conjunto de condições e características que influenciam nossas ações e nossa vidas, também é passível de sofrer nossa interferência.

E na verdade, fazemos isso o tempo todo. Pintamos paredes, mudamos móveis de lugar, compramos quadros novos e ouvimos música. Construímos casas, prédios, ruas e estradas. Nos movemos, ampliamos nossos espaços. Modificamos paisagens. Represamos rios, cortamos árvores, perfuramos morros e transformamos recursos do planeta em construções, pontes, carros, geladeiras e computadores. É um jogo de satisfazer necessidades, e desde que existe a humanidade existe a capacidade de modificar o ambiente para torná-lo mais aprazível, para que seja mais seguro e mais prático.

No entanto, essa capacidade e essa característica humana adquiriram tal proporção, que chegamos a um ponto em que precisamos compreender melhor o impacto da nossa interferência no ambiente. A soma de nossas intervenções é tanta que tem afetado o planeta como um todo. E aí definir o que será mais seguro, mas prático e mais confortável deixa de ser uma questão simples.

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